» Quem somos | » Contatos | » Publicidade

/Linguística/

O estudo científico da linguagem verbal humana.


OS SÍMBOLOS FONÉTICOS

O Alfabeto Fonético Internacional (AFI), em inglês International Phonetic Alphabet (IPA), foi originalmente desenvolvido pelos fonéticos britânicos e franceses sob os auspícios da Associação Fonética Internacional, estabelecida em Paris, em 1886. O alfabeto pretende ser uma notação padrão para a representação fonética de todas as linguagens. Sofreu revisões durante a história, incluindo algumas grandes, como a da convenção de Kiel (1989); a mais recente foi em 1993, com pequena alteração em 1996. A maioria das letras do alfabeto é originária do Alfabeto romano ou derivada dele, algumas são do alfabeto grego e outras não parecem pertencer a nenhum alfabeto.

= > Descrição

Há duas maneiras de inserir os caracteres do alfabeto em textos:

  • quando queremos representar os fonemas, usamos a transcrição fonológica, com os caracteres entre barras e
  • quando queremos representar os sons dos fonemas, usamos a transcrição fonética, com os caracteres entre colchetes.

   Quando inseridos em textos, eles devem ser separados por barras; por exemplo, dizemos que a pronúncia de sapo é /'sapu/. Colchetes também são aceitos para esta função.
   Os valores dos sons das consoantes são idênticos aos do alfabeto latino, em muitos casos correspondem ao uso na língua portuguesa. Os símbolos das vogais são idênticos aos do alfabeto latino ([a], [e], [i], [o], [u]) correspondendo, grosso modo, às vogais da língua espanhola ou italiana.
   Alguns sons, como o [j], não representam o som na língua portuguesa que aparenta, mas o j alemão e neerlandês (ou holandês, como é geralmente conhecido). Em português, este som também existe, é o som que se faz em ditongos com "i" como na palavra "ideia"; o y corresponde ao y ou ü alemães ou ao u francês). O príncipio é usar um símbolo por som e não o que acontece geralmente na língua inglesa, em que sh e th, por exemplo, são combinações para um som.
   Nos Estados Unidos da América, para representar os sons do inglês, muitos usam um alfabeto fonético diferente, chamado American transcription. Ele utiliza muitos símbolos diferentes dos IPA. O sistema americano foi concebido para usar diacríticos em vez de caracteres especiais, o que facilita muito para quem usa a computadores sem as fontes do IPA ou uma máquina de escrever. Contudo, com o uso crescente de computadores e processadores de texto que podem produzir os caracteres do IPA, o sistema de transcrição americano é aos poucos suplantado.

Grafema
Símbolo IPA
Fonema
Comentários
'
Oclusiva, glotal, surda. Como no hamza árabe.
a
Vogal média, oral, aberta. Como no português em "ave".
b
Fricativa, bilabial, sonora. Como o "v" espanhol em "viejo".
ch
Fricativa, alvéolo-palatal surda. Como o "ch"português em "chapéu".
e
Vogal anterior, oral, aberta. Como o "e" português em "pé".
g
Fricativa, velar, sonora. Como o "g"português em gato. Jamais com o som do "j" português mesmo antes de "e", "i" ou "y".
h
Fricativa, glotal, surda. Aspirado como em inglês. Aparece em poucas palavras. Muito abundante no guarani, onde substitui o s das pavras tupis.
i
Vogal anterior, oral, fechada. Como o "i" português em "ri".
î
j
  Semi-vogal Nos ditongos crescentes e nos tritongos, pronuncia-se como o "y" espanhol em "yo", ou como o "j" português.,Nos outros casos como "i".
k
Oclusiva, velar, surda. Como o "c"português em "casa".
m
Nasal, bilabial, sonora. Como o "m" português em "mesa".
mb
  Nasal-oral, bilabial, sonora. Pode ser inicial ou medial. Nunca final. Em mb o b é oclusivo. Começa nasal com "m" e termina oral com "b". É um alofone do fonema b.
n
Nasal, bilabial, pre-alveolar. Como o "n" português em "nariz"
nd
  Nasal-oral, dental, sonora. Pode ser inicial ou medial. Nunca final. Começa com "n" nasal e termina com "d" oral. É um alofone do fonema d.
nh
Nasal alvéolo-palatal sonora. Como o "nh" português em "aranha".
 
ng
Nasal, velar sonora. Semelhante ao som de "ng" em "ângulo", mas a pronúncia do "g"é quase imperceptível.
o
Vogal posterior, oral, aberta. Como o "o" português em "nó".
p
Oclusiva, bilabial, surda. Como o "p" português em "pá".
r
Constritiva, vibrante, pre-alveolar, sonora. Como o "r" brando do portugûes em "cara". É brando mesmo no inicio e no final das palavras.
s
Fricativa, dental pré-alveolar, surda. Como o "s" português em em "santo". Nunca pronuncia-lo como z.
t
Oclusiva, dental, surda. Como o "t" português em "taco".
u
Vogal posterior, oral, fechada. Como o "u" português em "tatu".
û
w
Semi Vogal. Nos ditongos crescentes e nos tritongos pronuncia-se como o "w" inglês em "toward". Nos outros casos como o "u".
y
Vogal média, oral, fechada. É um som não existente no português. A língua fica em posição para o "u" e os lábios estendidos como para o "i".

QUADRO FONOLÓGICO

 
Função das cavidades bucal e nasal
ORAIS
PRÉ-NASAIS
NASAIS
Modo de articulação
OCLUSIVAS
CONSTRITIVAS
   
Fricativas
Vibrantes
Semi vogais
   
Função das cordas vocais
surdas
sonoras
surdas
sonoras
sonoras
sonoras
sonoras
sonoras
Ponto de articulação
Bilabiais
.
.
.
.
dentais alveolares
.
.
.
.
.
.
.
dentais pre-alveolares
.
.
.
.
alveólo palatais
.
.
.
.
j
.
velares
 
.
g.
.
w
.
glotais
.
.
.
.
.

 

 

 


© Copyright. IPLUGADOS. Todos os direitos autorais reservados.