Na subordinação, um termo atua como determinante de um outro termo. Essa relação se verifica, por exemplo, entre um verbo e seus complementos: os complementos são determinantes do verbo, integrando sua significação. Conseqüentemente o objeto direto e o objeto indireto são termos subordinados ao verbo, que é outro subordinante. Outros termos subordinados da oração são os adjuntos adnominais e os adjuntos adverbiais.
No período composto, considera-se subordinada a oração que desempenha função de termo de outra oração, o que equivale a dizer que existem orações que atuam como determinantes de outras orações.
A oração que cumpre papel principal de um termo sintático de outra é subordinada; a oração que tem um de seus termos na forma de oração subordinada é a principal.
As orações subordinadas substantivas desempenham funções que no período simples normalmente são desempenhadas por substantivos. As orações substantivas podem atuar como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto. Essas orações podem ser desenvolvidas ou reduzidas. As desenvolvidas normalmente se ligam à oração principal por meio das conjunções subordinadas integrantes que e se. As reduzidas apresentam verbo no infinitivo e podem ou não ser encabeçadas por preposição.
Atuam como sujeito do verbo da oração principal.
Ex.: É necessário que eles se encontrem.
“...É necessário que o príncipe tenha o favor do povo” (O príncipe, Maquiavel)
“Seu Dagoberto ficou sabendo que os homens eram de Itabira." (Alcântara Machado)
Atuam como objeto direto da oração principal.
Ex.: “... Devendo-se observar que os cristãos não eram grandes devotos..”
“Saiba que isto em mim provoca imensa dor”. (Tom jobim)
Atuam como objeto indireto da oração principal.
Ex.: “O rapaz e as moças insistiam em que mocinha se sentasse na frente do carro, durante a viagem”. (Clarice Lispector)
“Mocinha lembra-se, lembra-se vagamente de que, em criança, já estivera naquele mesmo lugar ajardinado?” (Clarice Lispector)
Atuam como complemento de um nome da oração principal.
Ex.: “... A conclusão é a de que os príncipes devem estimar os grandes, mas baixar o ódio do povo” (O príncipe, Maquiavel)
“ É necessário que o príncipe tenha o favor do povo...” (O príncipe, Maquiavel)
OBS- As objetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto as completivas nominais integram o sentido de um nome.
Atuam como predicativo do sujeito da oração principal.
EX.: “O importante é que sempre exista amor. (Lygia Fagundes Teller)
“Sua constatação era que, no passado tivera uma vida de rainha verdadeira”. (Clarice Lispector)
Atuam como aposto de um termo da oração principal.
Ex.: “Uma coisa não quero deixar de dizer: que a maioria dos espanhóis tem grande cuidado em vestir-se”. (Casa Grande e Senzala, Gilberto Freire)
“Naquele momento só estava desejando uma coisa: que os rapazes e as moças não a olhassem mais daquele jeito”. (Clarice Lispector)