A) Contra a
clareza
I - Ambiqüidade
ou anfibologia:
consiste na
duplicidade de
sentido que a
expressão pode
ter.
O amor de minha
mãe me
regenerou.
Pode significar:
amor materno ou
amor filial.
II - A má
pontuação é
também contra a
clareza.
Não pude ver o
homem da janela.
Queria escrever.
Não pude ver o
homem, da
janela.
B)
Contra a
concisão:
I - Tautologia;
consiste na
repetição
desnecessária
das mesmas
idéias.
A vida é muito
breve, curta e
pequena.
II - O esparramo:
pode-se chamar
também de
verborréia. É a
mania de ser
longo, na frase
ou no discurso
inteiro. Falar
muita coisa, sem
dizer nada.
C)
Contra a
originalidade
Os chavões, os
lugares-comuns,
as frases feitas
Outros que não
eu merecia o
prêmio...
Preencho uma
lacuna.
Caráter sem
jaça.
Homem impoluto
Vida ilibada.
Perda
irreparável.
D)
Contra a
simplicidade
É o preciosismo,
o pedantismo,
tanto no emprego
de palavras como
na construção de
frase.
Pouco se me dá
que a azêmola
claudique; o que
me apraz é
acicatá-la. (Não
me importa que a
mula manque, o
que eu quero é
rosetá-la.)
E )
Contra a
harmonia
I - Cacofonia:
é o encontro de
sílabas que
formam palavras
ridículas ou
indecentes.
Ela lá trina
alegremente.
As idéias,
como as concebo,
são insinuantes.
Ideal, meus
fracassos por
ti são.
II - Eco;
é a repetição de
palavras com
desagradável
rima.
O casamento do
Nascimento foi,
no momento, um
acontecimento,
um verdadeiro
deslumbramento.
III - Aliteração:
desagradável
repetição de uma
mesma consoante
inicial.
Ó fulgida flor
fanada!...
O lápis, dentro
d'água , fica
como que
quebrado.
F )
Contra a pureza
Todo
estrangeirismo,
palavra
desnecessária
oriunda de
outras línguas.
Galicismos,
espanholismos,
inglesismos,
italianismos...
Bouquet por
buquê,
ramalhete,
corbelha...
Chance por
ocasião,
oportunidade,
nuance por
nuança, matiz...