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O alfabeto
nasceu na
Fenícia |
Mais
ou menos na mesma época em que os
egípcios escreviam por meio de
hieróglifos, desenvolvia-se na China um
sistema de escrita que também fazia uso
de desenhos estilizados, cada qual
representando um ser, uma fato, uma
idéia.
Originalmente, esses caracteres
reproduziam com fidelidade o modelo que
deveriam expressar. Mas a necessidade de
escrever depressa provocou uma
progressiva simplificação os traços, o
que foi tornando os sinais cada vez mais
abstratos e dissociados daquilo que
simbolizavam. Enquanto isso, outros
povos sintetizavam suas formas de
escrita, diminuindo o número de sinais
empregados, o que tornava bem mais fácil
o aprendizado e até mais fácil de se
escrever.
Os fenícios, que, como bons
comerciantes gostavam de coisas
funcionais e práticas, levando a
simplificação às últimas conseqüências e
acabaram desenvolvendo um sistema de
escrita composto de 22 a 25 sinais. O
novo método modificava inteiramente a
concepção tradicional de grafia. Em vez
de indicar idéias complexas, seus sinais
representavam unidades de som, as quais,
em conjunto, constituíam as palavras
como eram faladas. Dessa forma, escrever
passou a ser a transcrição gráfica da
linguagem que era falada pelos fenícios.
Viajando por toda parte, os
navegadores fenícios divulgaram seu
sistema entre diversos povos, mas foi na
Grécia que encontrou melhor recepção e
teve condições para uma evolução rápida.
Acrescentando sinais para as vogais, os
gregos criaram o alfabeto (um método
mais completo e flexível) que lhes
permitiu criar algumas das obras mais
importantes que até hoje já se
produziram em literatura.
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