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A
música
no ocidente, assim como as mais diversas
manifestações artísticas, tem sua origem
na Grécia e Roma antigas.
Grécia
– Grande parte da terminologia musical,
dos modos musicais e dos tipos de
temperamento (afinação) das escalas
originam-se na teoria musical grega. No
século VI a.C. Pitágoras demonstra
proporções intervalares, numéricas, na
formação das escalas musicais. São bases
severas para evitar o subjetivismo
incontrolável. A essa posição se opõe
Aristogenos de Tarento, para quem a base
de uma teoria musical não é numérica e
sim a experiência auditiva.
Os gregos desenvolvem vasta teoria e
produção musical ligadas às festividades
e ao teatro. Uma parte dessas
composições é recuperada graças a
notação musical baseada no alfabeto,
como os
Fragmentos de Eurípedes e a
Canção de
Seikilos.
Roma
– Escravos romanos oriundos da Grécia e
cercanias difundem a tradição musical
grega e tornam-se figuras centrais da
música romana, presente em exibições de
lutas e espetáculos em anfiteatros. Os
romanos recompilam, nos séculos II e IV
a.C., a teoria musical grega.
Destacam-se Euclides de Alexandria
(século III a.C.), Plutarco (século I
a.C.) e Boécio, que no ano 500 d.C.
traça as bases da teoria musical da
Idade Média latina.
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