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Drama musical cantado que surge
na Itália e predomina entre os
séculos XVII e XIX na Europa. É
uma das manifestações do barroco
na música, embora o romantismo
também o tenha cultivado. O
enredo da ópera é chamado de
libreto – pequeno livro contendo
o texto ou o argumento da obra.
A ópera nasce numa época em que
a Igreja Católica só admitia
cantos sacros e sem
acompanhamento de instrumentos.
Um grupo de músicos de Florença
busca então recuperar a forma
original do teatro grego,
declamado de forma quase cantada
e acompanhado por flautas e
liras.
A primeira ópera, Dafne, é
apresentada em Florença (Itália)
em 1598, com libreto do poeta
Ottavio Rinuccini (1562-1621) e
música de Jacopo Peri
(1561-1633). Em 1607, baseado na
ópera Eurídice (1600), de
Rinuccini e Peri, Claudio
Monteverdi (1567-1643) cria
Orfeo (1607), iniciando o
repertório clássico do gênero.
Difusão – O primeiro teatro de
ópera é inaugurado em 1637, em
Veneza (Itália). Antes do final
do século, a cidade ganha mais
dez casas do tipo. Na segunda
metade do século XVII,
Alessandro Scarlatti
(1660-1725), autor de Pompeo,
impõe-se como compositor e é
considerado o pai da ópera
napolitana. O cultivo dos
aspectos farsescos dá origem, no
século XVIII, à ópera-bufa, em
oposição à ópera séria. Seu
principal precursor é Giovanni
Battista Pergolesi (1710-1736),
de A Criada Patroa.
Na primeira metade do século
XVIII, a ópera já está difundida
em toda a Europa, com
predominância do estilo bufo. Os
textos do libretista Pietro
Metastasio (1698-1782) são
remusicados à exaustão. Ainda no
século XVIII, Mozart (1756-1791)
compõe A Flauta Mágica, Don
Giovanni e As Bodas de Fígaro,
que estão entre as principais
obras do gênero.
No século XIX, Gioacchino
Antonio Rossini(1792-1868), de O
Barbeiro de Sevilha, e Vincenzo
Bellini (1801-1835), de Norma,
renovam a ópera italiana com a
valorização dos elementos
teatrais. Já na França prevalece
a ópera cômica. A Alemanha
prepara a ópera romântica, tendo
como precursor Carl Weber
(1786-1826), com O
Franco-Atirador e Oberon. O auge
desse estilo se dá com Richard
Wagner (1813-1883), autor de O
Anel dos Nibelungos e O Navio
Fantasma.
Paralelamente, desenvolvem-se
obras de Giuseppe Verdi
(1813-1901), como Rigoletto, La
Traviata e Aída. O sucessor de
Verdi é Giacomo Puccini, com La
Bohème, Tosca, Madame Butterfly
e Turandot.
Reconhecimento mundial – Nas
primeiras décadas do século XX
destacam-se o alemão Richard
Strauss (1864-1949), que compõe
Salomé e Electra, e o austríaco
Alban Berg (1885-1935), que cria
óperas de temáticas ligadas ao
expressionismo. Nos Estados
Unidos (EUA), George Gershwin
(1898-1937) compõe Porgy and
Bess (1935), que incorpora
elementos da música negra
norte-americana. A ópera também
se alia ao cinema. West Side
Story (1957) é uma ópera-filme
com música de Leonard Bernstein
(1918-1990) que reconta a
história de Romeu e Julieta
entre gangues de Nova York. O
gênero une-se ainda ao rock,
como nas óperas-rock Jesus
Cristo Superstar e Hair.
Vários cantores de ópera atingem
o reconhecimento internacional
neste século. Nas primeiras
décadas sobressaem o tenor
italiano Enrico Caruso
(1873-1921) e a soprano
greco-norte-americana Maria
Callas (1923-1977).
A partir dos anos 80, o gênero é
revitalizado com a produção de
obras de inspirações
vanguardistas e a popularização
de grandes apresentações
públicas e gravações. Na
vanguarda, o ecletismo é
representado pelas óperas
francesas Montségur (Marcel
Landowisk) e Annapurna (Adrienne
Clostre). O minimalismo está
presente na ópera Akhenaton, do
norte-americano Philip Glass
(1937-).
Um fenômeno é a vendagem no
início dos anos 90 de 10 milhões
de exemplares – um recorde para
a música erudita – da gravação
dos concertos de três grandes
tenores contemporâneos: o
italiano Luciano Pavarotti
(1935-) e os espanhóis José
Carreras (1947-) e Plácido
Domingo (1941-). A soprano
neozelandesa Kiri Te Kanawa
(1944-) alcança grande sucesso
de público e crítica. |
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